novembro 29, 2010

A doce lágrima de uma criança


Olhe diretamente nos olhos umedecidos de uma criança. Contemple a pureza sendo esparramada pelo chão, pelas mãos, pelo rosto, pelos olhos. Finque e olhe.
É incrível a miscigenação de sentimentos e purezas que há em um simples olhar de uma criança. É incrível, também, o que pode haver em uma lágrima delas.
Não há pecado maior que fazer uma criança chorar, mas sem birra, lógico. Para chegar a essa conclusão, passei por um simples, mas lamentoso, fato do cotidiano.
Uma amiga chegou a mim e disse:
-Dú, estou tão triste.
Ao terminar de falar, olhei para ela e desceu uma lágrima pelos seus olhos. Aquela lágrima valeu mais que muitas palavras. Senti o peso no seu coração. Senti um olhar de uma criança pedindo colo, um ombro amigo.
Encostei a cabeça dela no meu ombro e disse:
-Chora... Suas lágrimas podem curar a sua alma, criança.
Enxuguei suas lágrimas e senti a energia que havia ali. De repente, senti a tristeza invadir-me. Lamentei.

novembro 25, 2010

SESSÃO MANIFESTO - "APREVISÕES" DO NOVO MILÊNIO

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Como seria bom se todas as previsões para o novo milênio tivessem sido concretizadas...
Como seria bom se, realmente, as previsões boas podessem ser concretizadas..
Isso é mais um surrealismo barato.
Uma sociedade, ou melhor, um sistema faz de tudo para que nada seja previsível. Tentaram prever o fim da guerras. Em 2001 já iniciou a Guerra do Afeganistão.
P* meu irmão! Será que nunca os "FODÕES" vão cansar disso, e tentarão mudar o mundo como é hoje, na base do poder e da hipocrisia?
Como seria bom se ao menos uma dessas previsões, ao menos uma, volto a repetir, torna-se realidade.
"Mal de Mundo Moderno". Mal Abstrato.

novembro 21, 2010

A Rosa que já não é mais minha...

Quanto tempo se passou desde que nos falamos?
Muito.
Brigo por um momento ao seu lado,
Por um bocejo mal dado,
Por uma voz que já não é mais minha.

Luto por ti.
Sinto a sua falta.
Nossas conversas que começavam a noite e iam de madrugada adentro,
Hoje, nada.

Gladiar por um momento,
Por uma Rosa que já, não mais, tenho,
Não faz mais parte de mim,
Porque essa Rosa, já não é mais minha... Infelizmente.

novembro 19, 2010

SESSÃO MANIFESTO - PRECONCEITO OU PRÉ-CONCEITO?


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Não vou ser hipócrita em dizer que nao tenho pré-conceito ou preconceito. 

Manifesto total contra o preconceito, mais uma mazela da sociedade viva, mas, ao mesmo tempo, morta, em ideologias úteis para viver com respeito e, principalmente, regido por uma dignidade humana.
Pré-conceito e Preconceito vivem conciliadas, um completando o outro.
Isso não é nenhum pouco legal, isso é IDIOTICE.
Tento acabar com minha idiotica, mas o sistema nos condiciona a coisas que jamais pensamos que estamos "pensando", deu para entender?
Desculpe-me pelo preconceito, mas eu tenho com quem tem.
Auto flagelação?
...

novembro 15, 2010

SESSÃO MANIFESTO - ANALFABETO POLÍTICO

Agora, no blog INTUIZIONE, terá a "SESSÃO MANIFESTO", onde trarei modos de ver a sociedade de forma diferente, fazendo de tudo para a sua maior conscientização da sociedade.
Espero que gostem. Todas as quintas. Não deixem de acompanhar.
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Um manifesto a favor de abrirmos os olhos para a nossa sociedade!
Apóie essa causa. Fuja do senso comum e preste atenção em quem você votou.
Não faça a mesma m* duas vezes.

novembro 14, 2010

Alucinações


Alucinações. Fuga da consciência. Surreal.
É incrível a capacidade de embriaguês que podemos chegar. Passa-se a ouvir ruídos diferentes do acostumado.
Apresento-me sob o efeito droga mais comum da sociedade, o álcool.
Pessoas cometem pecados inimagináveis, diabólicos pela incrível tentação. Uma amiga ao meu lado apresenta-se desolada. Tenho vontade de beijá-la. Apenas vontade. Sinto as conseqüências. Com um leve toque de embriaguês, levantarei desta cadeira e seguirei com meus “pecados carnais”. Eu gosto de “pecados carnais”.

novembro 13, 2010

O lado de fora de João Miguel

            Galera, esse texto é bastante especial pelo fato do reconhecimento que obtive com minhas crônicas, o que me fez aumentar o instigar de escrever. Leiam e curtam(se quiserem).
Abraços



             Vejo João Miguel a sofrer. Sofrimentos que trazem à tona o conflito interno por que ele passa. Monólogos, com certeza, são constantes. Apresenta um olhar intrigante, meio sofrido, meio misterioso. Não é um mistério comum, é como se fosse o infinito dentro de outro infinito. Complexo, não acha?
             Sou apenas o carcereiro do presídio onde João está. Paro alguns minutos e fico a visualizar seus conflitos. O que será que está passando pela sua cabeça agora? Será que pensa o quanto é injusta a justiça, que funciona bem para os ricos e de maneira eficiente e, quem sabe, tardia para os pobres?
             João Miguel ainda tem sorte de receber visitas de vez em quando. Há outros que foram esquecidos até por Deus. Esses, com certeza, estão arruinados. Injustiça dentro da justiça. É contraditório, mas é a realidade, nada de surrealismo nessa prisão.
            Continuo a ver João. Apresenta-se inquieto, inquestionável, sorrateiro. Desliza-se entre a loucura e a consciência. Infeliz. Preconceitos serão obtidos no fim de tudo, no fim de sua vida medíocre. Esse é um mal abstrato de um mundo concreto, onde os presidiários, com João Miguel, tendem a lutar contra a sociedade, que se baseia em um senso comum medíocre, e contra uma psicose oculta.
            Fico a esperar o quanto ele aguentará neste local. Junto à espera, há sempre uma resposta. Às vezes, não aceita por nós, mas correta.
            Quem me dera poder dar condições melhores a presos como João, que vivem entre paredes mofadas, de celas lotadas, com descasos políticos e sociais. Quem me dera que esse mundo se tornasse humano, e não racista.
            João acaba de reparar a minha presença ao seu lado. É melhor sair devagarzinho antes que o doutor Delegado me pegue fora do serviço.
           Com um olhar, dou meu “Até mais, grande João Miguel”.

novembro 12, 2010

Pare. Pense. Enxergue.


O ofuscar dos raios solares encandeiam minha visão. Fico a admirar o pause de uma sociedade inerte, ofuscada.
Placas e mais placas passam sem vida. Entretanto, será que essa “inanimação” também nos atinge? Vivemos em função de quê? Do quê?
Fico a me perguntar, também, o que eu terei feito pela humanidade, pela vida de alguém, ou mesmo pela minha?
Cabelos ao vento e volto a me questionar. Busco as soluções de tudo. Nada encontro... Nada.
Alguém já se perguntou o porquê de nunca haver respostas?
Alguém já parou para olhar diante do seu nariz?
Alguém já parou e tentou fugir do mal da sociedade?
Alguém já pensou como nos tornamos alienados sem nem ao menos ter percebidos?
Alguém já visualizou o mundo além do que ele já é?
Por favor, visão periférica não é o suficiente para enxergarmos a vida.
São apenas incógnitas... Apenas...
Pare. Pense. Enxergue.